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Íntegra: Medo e temor – Leandro Karnal


Publicado em:29/07/2009 às 18:45:55

A crença em um ser superior pode gerar paz de espírito ou pode trazer medo.  A Bíblia fala de dois patriarcas da fé: o Deus de Abraão é próximo e afetuoso; o Deus de Moisés lança raios e punições. Na origem da nossa cultura conhecemos um deus consolador e um deus terrível. Amor ou medo? Qual o principal motivo que leva as pessoas para a religião?

O historiador Leandro Karnal explica como essa natureza dupla da crença se reflete nos dias de hoje. Amor e Temor na experiência religiosa é o tema deste Café Filosófico.

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7 comentários sobre “Íntegra: Medo e temor – Leandro Karnal”

  1. diego silva disse:

    acho o tema muito interessante,, em breve comentarei o mesmo

  2. “O Medo e temor!”
    Será que os seres vivos subsistiriam sem ele!? Vamos falar do ser humano.
    No meu ver, o medo e o temor é a própria voz da razão “Deus.”
    O temor e o medo é patrão de tudo; é ele quem dá as ordens dos direitos racionais, ele controla a libido na mesma forma de controlar as leis do universo que de certa forma está sobre uma cadeia em equilíbrio.

  3. Maia disse:

    Claro que é aterrorizante pensar que estamos cercados por outros seres humanos que podem a qualquer momento nos atacar, e não fomos educados para a reação, para a desilusão, para viver A DURA Realidade. Mas, já é mais que hora de refletirmos sobre esta ilusão e sobre este sonho de paz, de amor, e conforto. E nos prepararmos para nos olhar desnudos, diante de nossa própria natureza. E nos prepararmos também para modificar o que for possível de ser modificado neste sentido.

  4. Leandro Karnal é ótimo!

  5. Vitor Miranda disse:

    O Professor Leandro Karnal sempre brilhante em suas colocações. Faz uso de um discurso objetivo, límpido e esclarecedor. Pena ter a participação totalmente tendenciosa do Pondé. Mas isso não tira o brilhantismo da palestra do KArnal.

  6. ARIOVALDO BATISTA disse:

    O homem ao longo da evolução de sua inteligência, é a única espécie onde é possível encontrar isso, as demais que também evoluem o fazem através do homem, (domesticação, domação etc.). Disso resultam questões complicadas que chamamos de emoções, e isso é objeto de inúmeros tratados a respeito.
    Acredito que todo o ser-vivo, apresenta dois tipos de emoções, que de resto, é evidência de “inteligência” pouco importa de “consciente ou inconsciente”, outra confusão científica a respeito. Inteligência é inteligência, A AÇÃO OU ARMAZENAMENTO DE INFORMAÇÕES PODEM SER “CONSCIENTE OU INCONSCIENTE”. Confundimos o fato de perceber a gravidade pelos efeitos, como a própria gravidade, mas se trata apenas de deficiências intelectuais do homem.
    As emoções básicas são a EUFORIA E O MEDO. A euforia leva à ação, o medo leva a reação ou a evitar. Ambas, na realidade, estão no “projeto de Vida”, isto é, tanto a agir como evitar, se refere à questão da preservação da Vida. Para início de conversa pensar que projeto possa ser algo ocaional como a “seleção natural”, se tornou um dogma de fé científico de equívoco que complica o entendimento. Como uma emoção pode ser “por acaso”?
    Todos os seres vivos, EXCETO O HOMEM, agem da mesma forma na questão da Vida. O predador fica “eufórico e alegre” ao perseguir a vítma, que foge de medo. Na realidade, tanto um como outro, estão de fato PRESERVANDO A PRÓPRIA VIDA. Esse é o projeto de Vida na Terra, que cada um interpreta como quiser, se VONTADE DE DEUS OU UM SIMPLES ACASO NATURAL.
    Parece claro que o autor fala do medo e temor fazendo relação com as religiões, que de fato surgiram das “formas de governos” das sociedades a partir do homem agrícola ou Adâmico, A MESMA COISA. De fato, estamos falando de “outra espécie de homens”, ainda que usando o mesmo organismo material do nosso ancestral “homo-sapiens”, QUE DE SAÍDA CONTRARIA A EVOLUÇÃO DE DARWIN. Duas espécies com o mesmo organismo? Onde encaixa isso na Árvore da Vida de Darwin? Na realidade, confundiu ser-vivo com o respectivo organismo material!
    No início o homem formava sociedade como as demais espécies, começavam pela “família”, onde o chefe era o pai, depois juntando famílias se chegou ao “patriarca” que evidentemente era “um pai com alguns requisitos adicionais”, e com o grupo maior, surge a questão de “mando e comando”. Mando significa “poder”, comando significa “autoridade”. Aquela é uma faculdade de alguém, esta é “sabedoria” que se adquire. Dai surge o “cacique e pajé”, o primeiro o poder, o segundo a sabedoria. Claro que os pajés se forjaram na “sabedoria do desconhecido”, e daí à religião, foi um mero passo. Até pouco tempo todos os governos eram feitos de caciques do poder, e pajés religiosos, hoje esses pajés estão subsituídos pelos políticos e economistas, os tais “economeses”, mas a questão da pajelança ainda é a mesma.
    Os governos sempre se assentaram na forma DE MANDAR E OBEDECER, e manda quem pode obedece quem tem “juízo”. A pajelança sempre sai das elites de uma sociedade, e a forma de impor uma pajelança a um povão, ESTÁ SEMPRE NOS RITUAIS DA SABEDORIA, que dão autoridade ao cacique que em princípio, dependeria apenas da faculdade de “mando”.
    Não melhor forma de instalar uma pajelança, do que pela “imposição” de alguma forma de medo, É ASSIM QUE EXISTEM AS DITADURAS. Os pajés religiosos enfiavam goela abaixo do povo um Deus terrível, vingador, etc. que resultava na capacidade de poder do cacique, EM GERAL TAMBÉM TERRÍVEL, VINGADOR ETC.
    Á medida que as religiões evoluíram, surgiu a percepção de um Deus único (o chefe de tudo), que necessairamente tinha que ser “duro e terrível”, e daí as “doutrinas” de céu, inferno, anjos, etc. etc. Sem o temos do inferno, QUANTOS SE SUJEITARIAM A SE CONFESSAR COM UM PADRE, e à medida que a própria inteligência evoluía, SE SENTIA A NECESSIDADE DE “REVER” A PAJELANÇA DA SABEDORIA. Cristo na realidade procurou mostrar essa “evolujção” do homem nas questões espirituais, tanto quanto os sábios quase na mesma época, nas questões materiais, O RITUALISMO RELIGIOSO DAS VERDADES ERAM DE FATO “MENTIRAS”?
    Está claro, portanto, que a concepção de temor e medo na religião, foi de fato a forma de MENTIR PARA GOVERNAR do ancestral cacique e pajé. Na questão da Vida na realidade tem pouco a ver com isso, por isso o cão apenas entra na igreja porque encontra a porta aberta e sai porque entrou. POUCO SENTIDO LHE FAZ DEUS, RELIGIÃO ETC. ETC. Mas o homem não é cão, POR ISSO DE FATO LHE FAZ SENTIDO A RELIGIÃO E OUTRAS CRENÇAS QUE SÃO MEROS MEIOS DE MOSTRAR A EVOLUÇÃO DA PRÓPRIA INTELIGÊNCIA.
    Uma das grandes diferenças do homem e das demais espécies, é exatmente sua capacidade de “acreditar em algo”, o medo é uma forma de impor uma crença, mais forte do que a ‘euforia’ pode produzir em crença equivalente. É mais “produtivo” fugir de medo, do que a “alegria” de fazer algo, ainda que nos púlpitos os pregadores procurem enfiar nas pessoas coisas diferentes. Na realidade, a velha teoria do “faça o que eu digo e não faça o que eu faço”, o farisaísmo religioso.

    arioba.

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