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A transformação do indivíduo para a construção da sociedade sustentável do futuro

Como será o consumo em um modelo de civilização sustentável, que permita atender às necessidades da atual população sem comprometer as gerações futuras?

O modelo e o padrão de consumo hoje são insustentáveis, tanto no aspecto ambiental como no social e no econômico. Os 6,7 bilhões de habitantes do planeta já consomem mais recursos do que a Terra é capaz de repor. Examinar o perfil mundial do acesso ao mercado, entretanto, é ver o retrato da injustiça: enquanto algumas pessoas têm demais, cerca de 30% da população mundial não consegue nem o básico para viver, pois está abaixo da linha da pobreza. Do ponto de vista econômico, o crescimento baseado no excesso de consumo, como aconteceu nos Estados Unidos nos anos precedentes à crise iniciada em 2008, revela-se um pilar frágil demais para durar muito tempo.

O consumo, por outro lado, tem um papel fundamental nas relações sociais. Hoje, na cultura globalizada, o consumo é um elemento formador da identidade. O modelo valorizado, porém, é insustentável: baseia-se na acumulação, no excesso, na obsolescência programada, na posse em detrimento do uso. Como seria a relação entre consumo e identidade numa sociedade sustentável? Como enfrentar o desafio de passar do fóssil para o renovável, do individual para o compartilhado, do material para o virtual? É possível que os objetos de consumo percam o caráter de expressão individual para serem adquiridos em função do bem-estar coletivo?

O módulo se inicia com uma palestra que discute os fundamentos da sociedade de consumo e reflete sobre a possibilidade de um consumo que leva em conta a sustentabilidade. A segunda palestra fala sobre o papel do consumidor na transição de uma sociedade insustentável – baseada na queima de combustíveis fósseis – para uma sociedade sustentável, que terá de encontrar outras maneiras de produzir energia para mover seu estilo de vida.

A terceira palestra contará com dois palestrantes para debater a sociedade em rede, a mudança e o poder dos indivíduos. A última palestra refletirá  sobre o processo de transformação para a sociedade imaterial e qual o impacto que isso terá nos indivíduos e consumidores.

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2 comentários sobre “A transformação do indivíduo para a construção da sociedade sustentável do futuro”

  1. Rodrigo França disse:

    INDIVIDUO SUSTENTÁVEL

    Por Rodrigo Teixeira de França

    Observando a degradação do meio ambiente e da instituição familiar junto ao cotidiano imediatista e consumista que busca implacavelmente o capital, somada à leniência dos atores governamentais, vejo como resultado uma sociedade carente, desequilibrada e anestesiada.

    Sem dúvida alguma o século passado foi o mais importante e expressivo da humanidade, tantas invenções e criações no campo da ciência, medicina, tecnologia, física e engenharia dentre outros, não fomos capazes de prever as consequências destas conquistas.

    A consequência deste desenvolvimento gerou e continuará gerando problemas sérios não só para a qualidade vida das pessoas, mas, principalmente para a continuidade da espécie humana na Terra. Cabe a cada um de nós sermos realmente os “zeladores” deste planeta, discutindo e refletindo o assunto do desenvolvimento sustentável muito além do fator econômico, abrangendo também o âmbito cultural, ambiental, social e espiritual.

    O ser humano deu um salto incalculável rumo à evolução da espécie, explorando sua capacidade intelectual ao máximo, armazenando conhecimento e transformando a divina propriedade do pensar racionalmente no seu maior legado.

    Desse modo, devemos começar exercitar a resiliência e meditar no que faremos daqui para frente, tendo em mente que fomos capazes de muitas coisas, mas não sabemos como reverter totalmente às reações na camada de ozônio, o desgelo, inundações, furacões, terremotos, tsunamis, extinções da fauna e da flora. Por onde começar então? São tantas coisas que devemos fazer que nem sei por onde começar!

    O sábio poderia dar uma dica! O que o grande mestre tem a dizer? Como faço para melhorar o mundo em que vivo?
    E ele respondeu: “Antes de buscar a paz no mundo, faça-a primeiro em você”.

    Pensando na resposta do sábio, se não revolucionarmos nossos hábitos diários rapidamente ficará uma herança sombria para as gerações futuras que serão reveladas com sentenças de prejuízos, perdas, dores e muito mais.

    Ao focar nos cifrões, na vaidade, nos prazeres e no poder, o homem esqueceu que a Terra é um só sistema e, que tudo esta relacionado entre si e com um único propósito: A Vida.

    Na era da informação e do conhecimento, a reflexão e discussão sobre a responsabilidade do homem na construção do bem estar individual e coletivo, do presente e principalmente do futuro deve fazer parte do dia-a-dia através de um comportamento ambientalmente correto, culturalmente diversificado, socialmente justo e economicamente viável. .

    Deveríamos então praticar nossa mudança de hábitos e comportamentos num estágio concentrado e alinhado ao corpo, mente e espírito, sentindo deste modo, a necessidade de interagir plenamente ao meio ambiente, começando o caminho contrário ao cotidiano onde, cada “Eu” encontrará sua harmonia num estado natural, obtendo como recompensa o equilíbrio da sua mente e aquela satisfação de estar ajudando a melhorar o mundo que não tem preço.

    Esse princípio de mudança deverá ser trabalhado continuamente até que seus amigos comentem que você é uma pessoa ecologicamente correto, que busca o sucesso de forma saudável e coesa à natureza e sociedade, reconhecendo a serenidade e compromisso com o bem-estar das outras pessoas, transcendendo-se naturalmente num Indivíduo Sustentável, Harmonioso, Equilibrado e com Paz Interior.

    “Na vida tudo o que tem preço é barato, só aquilo que o dinheiro não pode comprar é realmente caro”.

  2. [...] Thaís Corral, dentro do módulo A transformação do indivíduo para a construção da sociedade sustentável do futuro, de Helio [...]

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