A família contemporânea em cena: novos pais, novos filhos – Mário Corso e Diana Lichtenstein Corso

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Acabou a era da estabilidade no casamento, casa-se com essa esperança, mas poucos estão dispostos a grandes sacrifícios para esse fim. A parentalidade e a intimidade doméstica precisaram ser reinventadas depois de retiradas dos clichês familiares nos quais repousavam. A força das famílias contemporâneas nasce de laços distantes da hierarquia e da tradição: na ficção, os pais são tidos como idiotas, mas são amados; as mães se distraem e ausentam, mas costumam ser consideradas inteligentes e atenciosas; os filhos são endemoniados, mas justos. Aos pequenos cabe construir-se através de muita fantasia, aprendendo a administrar conflitos domésticos, problemas conjugais dos pais, ausências. Desde as histórias tradicionais de crianças que se fizeram sozinhas como as garotas de O Jardim secreto e Matilda , até o irreverente menino de Onde vivem os monstros, elas tiraram forças para seguir adiante a partir da capacidade de fantasiar e brincar. As grandes elaborações infantis ocorrem num território que percorre paisagens como o País das Maravilhas, a Terra do Nunca e o quarto de brinquedos de Toy Story. Entre esses recursos de criatividade e magia, o humor, que chegou até mesmo a transformar os clássicos contos de fadas, é a grande estrela, através da qual a autoridade parental é invocada e contestada ao mesmo tempo.

Com Diana Lichtenstein CorsoMário Corso.

Palestra do módulo Reinvenção da família contemporânea: na tela e na vida real, de Diana Corso.

Gravada no dia 27 de maio de 2011 em Campinas.

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6 Responses to A família contemporânea em cena: novos pais, novos filhos – Mário Corso e Diana Lichtenstein Corso

  1. Regina Claudia Rodrigues Gomes dos Reis 25 de outubro de 2012 at 1:25 #

    Eu me senti plenamente acolhida em meus medos, angústias e conquistas diários. Vi a fada, a bruxa, a madrasta, a guerreira e a poedeira, a libertária e a órfã em minha feminilidade e em minha maternidade e posso dizer que foi um enorme alívio largar o peso dos idealismos de lado.

  2. Djalma Argollo 1 de maio de 2013 at 10:29 #

    Estamos num momento de crise familiar. Mas, como toda crise, preenhe de possibilidades. A família muda, as relações familiares mudam, e isso aponta para um novo paradigma que passa a agir na evolução humana. Saímos da fase dos enclausuramentos nos círculos de familia, de clã e de nações, para uma nova forma de viver e conviver em nível global. Como será essa nova fase? Somente se pode especular. Mas, com certeza, será completamente diferente e muito melhor.

  3. Regina Maria Alves dos Santos Goncalves 27 de outubro de 2013 at 19:10 #

    Homens e mulheres em suas novas perspectivas, reféns desse sistema capitalista. Ambos saboreiam suas inquietudes.

  4. nelcinda mendes da silva 14 de novembro de 2013 at 11:48 #

    O meu maior medo é que essa nova família se torne refém de si própria, conquistas , valores, surgem tomando lugares de outros, que eram tidos como norte.