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A família no ritmo contemporâneo – Humor com H: sensibilidade masculina

Por Fabrício Carpinejar.

Humor com H: Sensibilidade masculina retrata as mudanças do comportamento e do papel do homem no interior das famílias contemporâneas, do homem que deixou de ser o chefe-provedor da família e, hoje, tem que dividir novos direitos e deveres com a mulher.

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Qual lugar a sensibilidade masculina ocupa nessas novas configurações familiares: uniões homoafetivas com filhos, pais ou mães solteiras, mulheres que engravidam na maturidade, casais com idades muito diferentes, relações a três, filhos com pai e mãe, mais padrasto e madrasta e meio irmãos, etc? Como encarar essas novas situações sem cair na tragédia e no pesar? Até que ponto o humor pode ser uma estratégia inovadora para a construção dos novos papéis masculinos? Sai de cena o macho caricato para dar espaço a uma figura tridimensional, mais complexa, interessada na paternidade, no romance e nos cuidados com a casa. O rei do lar é a figura masculina revolucionária que não foge dos desafios caseiros e descobre as vantagens de fazer as prendas domésticas. Passeia por cada cômodo, brinca com as diferenças entre ele e sua mulher e destrói condicionamentos do sexo e do amor. O novo homem descobriu que o poder cansa, estressa, gera infarto, enquanto a submissão assegura longevidade. Como todas as empresas estão imitando o ambiente do lar, é mais confortável ser original e permanecer na própria casa. E sempre, sempre será mais prazeroso puxar o saco da mulher do que do chefe.

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Um comentário sobre “A família no ritmo contemporâneo – Humor com H: sensibilidade masculina”

  1. Fernanda Irala disse:

    A família entrou em ebulição, se “tomou”, e se viu outra. O que é essa família hoje? Essa família que remodelou papeis, repensou “lugares” e deu nomes a valores com outros nomes. Se diz sistêmica, e multifacetada nas suas triangulações. Ganhou outras dores, e cresceu horizontalmente, e não sei se entendeu suas fronteiras, mas se incomodou e talvez tenha se acomodado a sua lógica capitalista e as vezes pense em Marx (mesmo sem querer) quando percebe que seu contexto social já nasceu hierárquico e opressor, visto desta forma já se desacomodou.
    Sendo assim, fonte inesgotável de revoluções!
    Da sensibilidade masculina, frente tais remodelações, esta fadada a não ter o gênero por referencia e sim se entregar, a vontade de tentar, se arriscar em novas searas.
    Quais os êxitos de tal ato? penso que não importa.
    Me sinto feliz e dou boas vindas a todos os homens com H, donos de suas sensibilidades, que tenha coragem de tentar. E com isso talvez não se crie mais essa legião de “famílias culpadas” por seus filhos;então assim embasado em tal ebulição se dissemine a idéia de responsabilidade.
    Uma vez que a culpa estagna, e a responsabilidade, talvez nos faça pensar o que é ter sensibilidade. Seja com H ou com F.

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