Café Filosófico CPFL Especial Fronteiras do Pensamento 2011 – As transformações do mundo contemporâneo – Luc Ferry e mediação de Jorge Forbes (traduzido)
Luc Ferry – filósofo francês que se tornou best-seller por expor suas idéias de forma leve e bem-humorada, e como ministro da Educação causou polêmica ao banir o uso de véu pelas estudantes muçulmanas nas escolas públicas –, foi o convidado do Café Filosófico CPFL Especial Fronteiras do Pensamento no dia 29 de setembro na CPFL Cultura.
A conferência de Ferry sobre As transformações do mundo contemporâneo teve mediação do psiquiatra e psicanalista Jorge Forbes. Notável defensor do humanismo secular, filosofia baseada na razão, na ética e na justiça, Ferry é professor de Filosofia nas universidades francesas de Lyon II, de Caen, e de Paris VII, e também um dos fundadores do Collège de Philosophie.
Reconhecido por sua didática em ensinar filosofia, suas obras combinam formação acadêmica sólida com um texto acessível. O best-seller Aprender a viver, lançado em 2006, vendeu 700 mil exemplares, 40 mil deles no Brasil. Como ministro da Educação da França, de 2002 a 2004, foi o mentor da polêmica lei que baniu o uso de véu pelas estudantes muçulmanas nas escolas públicas francesas.
A mediação da conferência de Ferry foi feita pelo psicanalista e médico psiquiatra Jorge Forbes, um dos principais introdutores do pensamento de Jacques Lacan no Brasil, de quem frequentou os seminários em Paris, de 1976 a 1981. Forbes teve participação fundamental na criação da Escola Brasileira de Psicanálise, da qual foi o primeiro diretor-geral. Preside o IPLA – Instituto da Psicanálise Lacaniana e o Projeto Análise (www.projetoanalise.com.br) e dirige a Clínica de Psicanálise do Centro do Genoma Humano – USP. Tem vários artigos publicados no Brasil e no exterior. É autor, dentre outros livros, de Você Quer o Que Deseja?, e co-autor de A Invenção do Futuro, em que pensa soluções para viver nessa nova era de quebra dos ideais.
Gravada no dia 29 de setembro de 2011 em Campinas.
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Bastante interessante a conferência de Luc Ferry, mas me pareceu um tanto inadequada sua fala (logo no início) de “Guerra Humanitária”. Enaltecia a França por lutar contra Gadaffi, em favor de um povo oprimito. Não vai aqui nenhum sentimento favorável ao ditador líbio, mas me parece uma balela falar em “Guerra Humanitária” quando sabemos que há interesses outros muito mais profundos que a situação humana dos líbio.
O cara é saído da direita gaulista e trabalhou no governo conservador de Jacques Chirac. Ainda não vi a entrevista, mas esses fatores devem ser levados em consideração.
Maria, convém não esquecer que ele fez parte de um governo de direita, trincheira na qua ele politicamente se acomoda. Chamar de assassino um governante que deu à Libia o mais alto IDH, do norte da África, revela o seu engajamento às guerras humanitárias começadas por Bush e continuada por Obama. As cáuss dessa guerra são escusas, e nada tem de humanistária. joão carlos
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Falar sobre o contemporâneo é tarefa árdua. O assunto foi tratado com propiedade e essência de conehcimento.
o que tenho que relatar é a alegria de acreditar que existem pessoas preocupadas no mundo em criar conceitos ‘a transformar nossa existência.
obrtigado pela oportunidade de participar de um evento provocador ao pensamento do contemporâneo.
obrigado de coração
marcelo de mello torquato
Deliciosos momentos de informação de graça e sem necessidade de nos deslocarmos.
Ouvir o que cientistas bem informados tem a dizer é usufruir de um privilégio com extremo prazer.
O psiquiatra e psicanalista tem um tom de voz macio e consistente, que acalma e informa com igual maestria.
O filósofo foi objetivo e prendeu a atençao continuamente.
Que bom, termos a opção de nos questiornarmos filosóficamente e optarmos por escolhas no cotidiano de nossas vidas.
Obrigada, quero mais.
O disursso da Dilma foi paranóico e obsessivo??
Acho que nao entendi bem, pois nao acredito que alguem como Luc Ferry cometeria tamanha indelicadeza.
Como tem PTista por aqui, heim? Patrulha soviética é bobagem. E o pior, ele não chegou nem perto do que os comunas de plantão estão dizendo…vige! A palestra foi ótima! Excelente!
É impossível acompanhar a fala das pessoas pois a tradução e a fala acontecem simultâneamente na mesma intensidade de volume. Seria possível colocar uma legenda? Obrigada
Já li alguns livros do Luc Ferry e reconheço o seu mérito como propagador da filosofia, na medida em que a explica com simplicidade e objetividade.
Gostei da conferência, mas tenho algumas críticas.
Luc Ferry deixou de responder uma interessante indagação formulada pelo professor do Maranhão (01:15h) acerca do retorno dos deuses, da sacralização do humano e da exaltação do amor.
A ideia do amor à família defendida pelo L. Ferry me parece bastante individualista. Além disso, pergunto-me sobre o conceito de amor e sacrifício pelo homem, de acordo com o pensamento do filósofo francês. Não consigo enxergar nas teorias de L. Ferry o amor pelo diferente, pelo imigrante; percebo que o amor de Ferry como exclusivista – família, iguais, próximos (ocidentais civilizados com poder de consumo) – o que, a meu ver, não seria amor mas uma espécie de autodefesa.
E a ideia de ecologia (preocupação com o futuro) colide frontalmente com o consumismo, o que não foi comentado por Ferry, embora ele toque em diferentes momentos nestes pontos. Como conciliar o crescimento econômico (indispensável ao capitalismo), que depende do consumo sempre crescente de bens (maravilhosos, como disse Ferry) com a ideia de preservação para o futuro.