Quando novos sujeitos políticos sobem à cena | Vladimir Safatle

Gravado em 26 de outubro de 2012

O objetivo deste encontro é entender quem são os novos sujeitos da política e que efeitos produzem para a Democracia a emergência desses novos atores do processo político. Não é incomum escutarmos que as novas gerações em países democráticos, ou não, comparadas com outras do passado, estão distanciadas do poder e encontram-se alienadas da política. Quando os indivíduos que se submetem ao poder e às suas ordenações se distanciam ou mesmo se mostram indiferentes a ele parece que a política é fonte de desinteresse e a democracia nada mais é do que um conceito entre outros. Mas, ao invés de pensarmos que vivemos um período de decadência talvez seja o caso de nos perguntarmos pelo modo como agem os novos atores da política.  Quem são eles? Talvez eles não estejam nas instituições tradicionais de representação política, nem mesmo eles se sentem representados por aqueles que ocupam esses lugares. Mas eles existem e agem para transformar o mundo em que vivemos. Pretendemos investigar o lugar desses novos sujeitos e os novos contextos de prática política em que se inserem. 

Vladimir Safatle é professor livre-docente do Departamento de Filosofia da USP, professor-visitante das universidades de Paris VII, Paris VIII, Toulouse e Louvain, autor de A paixão do negativo: Lacan e a dialética; Lacan; Cinismo e falência da crítica; Fetichismo: colonizar o Outro e La passion du négatif: Lacan et la dialectique. É bolsista de produtividade do CNPq, um dos coordenadores do Laboratório de Estudos em Teoria Social, Filosofia e Psicanálise (Latesfip/USP) e da International Society of Psichoanalysis and Philosophy.

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8 Responses to Quando novos sujeitos políticos sobem à cena | Vladimir Safatle

  1. SAfira Elza Moura Caldas 5 de novembro de 2012 at 18:12 #

    Adoro assisti o Jornal da Cultura quando é dia do Professor Vladimir aparecer. É uma luz de humanidade neste mundo tão desumano.

  2. Mário Verdi 12 de novembro de 2012 at 0:26 #

    Concordo totalmente com o prof. Safatle: o modelo da democracia através dos partidos políticos está com os dias contados !!! Achei também interessantíssimo o que aconteceu na Islândia – que desconhecia – e fortaleci meus pontos de vista. Parabéns ao programa e ao professor !!!

  3. Senô Júnior 21 de novembro de 2012 at 23:46 #

    Excelente palestra do Vladimir.

  4. wilson josé laiate 4 de dezembro de 2012 at 19:12 #

    a constituição de 1988 deixou de incluir a obrigatoriedade participativa por cotas de candidatos de toda sociedade civil.

  5. wilson jose laiate 7 de dezembro de 2012 at 21:50 #

    Olá vladimir ! neste continental platô geografico …tipo BRASIL DE CABRAL… passados quinhentos e vinte anos…dizem um pedaçinho do planeta TERRA. , TÁ DE RODÁ A BAIANA! dos querendo buscar os oceanos…. ; dos afora as reportagens rescentes ; tipo jornal nacional… ” o povo tupiniquim..” num qué mais trocá espêlho por bucetas virgens…; nois queremos saber oque o desencanto me faz brochar? tipo o que que eu quero pra mim, em detrimento do patriarcado me obrigar à votar em alguém ; – tipo “esse é o cara!
    - tipo esse é o cara que vai resolver o meu presente e futuro….- tipo.. esse é o cara que vai extinguir a cadeia autocratica…: do sistema controlador de nossas mentes quazímodas :: _ sois habitante; e sois convenientemente devedor de minhas prefeituras.
    e se assim sois.. deveis contribuir
    … e assim este povinho “tupiniquim ” segue a prossisão do amor à “DEUS” ; – ENCARAR A MENTIRA ? ; ENCARAR O PRÓPRIO RISCO DE VIDA? ; ENCARAR A ANOREXIA MENTAL?: PREFERIMOS A NOVELA DA REDE GLOBO DE TELEVISÃO; E PRONTO. … e preferimos pagar pro vizinho pra tomár conta da minha casa, dar de comida ao meu cachorro, ; – eu prefiro ficar devendo do que faltando. … e pronto!!!!

  6. Afonso Alves 31 de dezembro de 2012 at 13:19 #

    Parabéns por disponibilizar esses vídeos para quem tem tempo e quer aprender mais.

  7. Lucimar Santiago de abreu 3 de março de 2013 at 17:29 #

    Palestrante, meus parabéns Prof. Waldimir, grande capacidade de interpretação da realidade politica e social.

    um das melhores interpretações da atualidade!

  8. Antonio José 13 de maio de 2013 at 22:59 #

    Porque será que a maioria esmagadora dos intelectuais, que certamente já leram as obras de Nietzsche, Darwin, Freud, etc., preferem viver no mundo das utopias que no mundo real que os cerca. Porque todos se apavoram quando para resolver um problema real buscam argumentos subjetivos e saem pela tangente, sem ter-se comprometido com coisa alguma ? Esse tipo de saída é ou não sempre conveniente par a sua falta de sensibilidade da realidade? Mas é bem provável que a falta de coragem para adotarem soluções eficientes para os problemas, tais como aquelas já adotadas por povos mais antigos e organizados a mais tempo, seja devido aos resíduos inconscientes de decisões certas e corajosas herdadas do passado, mas que resultaram em tragédia. É duro, mas é de uma covardia muito grande que indivíduos cheios de conhecimento para mudar para melhor a organização social e fazê-la evoluir, acabem por ficar patinando no consciente popular ainda atrasado, e que continua acreditando, por mais estapafúrdias que sejam, nas opiniões calcadas em utopias, e tudo aceita, por continuar confiando nos intelectuais longe da realidade.