A palestra propõe uma reflexão sobre as mutações contemporâneas das concepções de espaço e de tempo, no momento em que as categorias clássicas da sociabilidade, como esfera pública, direitos, sujeito, responsabilidade, se desfazem. Como o especialista pouco a pouco foi substituindo o intelectual, aquele que era o mestre da verdade e do saber ético? Ora, as atuais inovações tecnológicas e científicas ocorreram na ausência de pensamento crítico e no eclipsamento do papel filosófico e existencial do conhecimento. Assim, na cultura do virtual, o princípio de realidade vacila, as noções de espaço e de tempo se contraem produzindo uma forma de proximidade fundada na distância e na ausência, em que se gesta o evitamento, o horror do contato. Surge então a cultura do ressentimento. Nela, ser é ser percebido; como se reconhece nos assassinatos em série e suicídios ostentados em rede, no culto a esportes radicais e no corpo performático, na universalização do uso das drogas e demais experiências do excesso. Trata-se, portanto, no encontro, de compreender a tendência ao desaparecimento do simbólico em suas relações com os mecanismos do (des)recalque generalizado e suas implicações para a vida coletiva.Com Marilena Chauí e Olgária Matos.
Gravada no dia 2 de setembro de 2010 em Campinas
cade o vídeo?
por Lucas Frutig
13 de janeiro de 2011 às 21:56
http://www.cpflcultura.com.br/site/?s=marcelo+tas&cat=7 todos os vídeos da série
por Felipe Lavignatti
17 de janeiro de 2011 às 11:44
Quanto às intragáveis “três questões” a respondermos em nossa existência, sem dúvida elas ganharam um poderoso auxilio com as informações adquiridas e disseminadas em todas as épocas da história, porém a cada novo dia parecem, elas surgir como irresolúveis.
por Ivan Luiz
3 de fevereiro de 2011 às 22:52
Salve, salve.
Excelente conversa.
1. Muitos “poderes” estão nas mãos de programadores-empresários?
2. “Resistências” são possíveis através do aprendizado de programação de computadores somada à reflexão crítica?
3. Quem não programa o software ou hardware que está usando apenas vive “passivamente” uma “realidade” criada por outra pessoa que a programou?
Abraço.
jjR
por Jarbas Jácome
16 de maio de 2011 às 2:14
Prezados,
Estamos em uma nova era de comunicação e relacionameto, onde a capacidade de sintese e velocidade de integração, são na velocidade da luz.
Creio que o nosso desafio seja compreender a desordem na ordem para transpassar e multiplicar conhecimento com criatividade e substância.
por Marcelo Piragibe
23 de maio de 2011 às 10:23
Parabéns a TV Cultura por mais este programa de excelente qualidade.
Martha, obrigado por traduzir os conceitos da Internet de forma clara e objetiva e como isso impacta no comportamento das pessoas e dos negócios.
Fica aí o recado para as empresas que ainda não se adequaram ao novo modelo de negócios digitais baseado no Marketing de Busca.
Abraço e Sucesso a Todos!
por Claudio Roberto
23 de maio de 2011 às 14:18
Poeríamos dizer que um programador está de certa forma menos tomado pela “esquizofrenia” causada por essa suposta “contração espaço-tempo”?
Um programador de rede por exemplo: ele conhece os problemas e soluções técnicas utilizadas para possibilitar a transmissão próxima do tempo real de um vídeo do Japão para o Brasil. Por tanto na visão do programador, dado que ele ENTENDE como a internet funciona será realmente que ele SENTE como se o espaço-tempo fora “contraído”? Ou será que para ele isso não passa de apenas um conjunto de TÉCNICAS?
por Jarbas Jácome
25 de maio de 2011 às 10:24
É muito interessante, a maneira que Marcelo Tas aborda o mundo virtual.
por Gustavo Piazza Meller
5 de junho de 2011 às 22:30
A cópia digital NÃO é perfeita e nunca será! (glitch)
por Sergio Souza
6 de junho de 2011 às 17:19